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literatura em viagem

Decorre durante este fim-de-semana na elegante Biblioteca Municipal Florbela Espanca em Matosinhos, um série de conferências sobre literatura. Durante a sessão da tarde, para além do interesse das palestras, não havia uma separação física entre a assistência e a entrada dos palestrantes, e essa proximidade criou um ambiente intimista que renova o interesse intelectual, derrubando eventuais barreiras que o estrelato dos palestrantes possa causar, o que não foi o caso de todo.

As sessões de hoje à tarde confirmam a capacidade discursiva em directo de algumas pessoas, das quais já desconfiava dessas qualidades como comunicadores e pensadores, tais como Pilar del Rio, Pedro Mexia, António-Pedro Vasconcelos, Carlos Fiolhais, etc. Por outro lado, surpreendi-me com Bruno Vieira Amaral que não conhecia, e a sua reflexão acutilante sobre o quotidiano. Passarei a segui-lo no seu blog Circo de Lama.

Pilar falou de José Saramago, quando veio à baila a presença do autor no seu livro, a insurreição do Prémio Nobel contra a ideia da morte do autor. A aniquilação do indivíduo é uma distopia que me assusta, e na arte não é diferente.

Adenda

No Domingo, contava em assistir à palestra de Eduardo Lourenço, mas este não pode vir por motivos de agenda, assim justificaram a sua ausência. Da desilusão à surpresa pois o bom humor do fascinante comunicador Álvaro Laborinho Lúcio, ex-Ministro da Justiça e homem  de grande cultura literária, prendeu a atenção da audiência. Um jovem escritor de 72 anos com um grande futuro atrás de si, assim se definiu.