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Se a vida se resumisse àquele culminar da existência em que fechamos os olhos e exalamos o ultimo suspiro,  àquele final inevitável de onde sempre saímos derrotados, então o percurso dos homens resumia-se ao momento da morte.

Esta linha de argumentação poderá aparentar uma deprimente tentativa de consolo, não fosse eu um homem cuja filosofia de vida considera o cume da montanha como o corolário da subida, não partilho as tradicionais  lágrimas de final de época.

Dizem que dos fracos não reza a História, e que esta é escrita pelos vencedores. Fiquem esses só com a última página dos livros, quando Anna pousa o seu delicado pescoço na linha do pesado comboio, reservo para mim as restantes 800 páginas relatando a sua pele nívea e lábios delicados.

A lenda de Béla Guttmann é uma bela história, até nisto há mais qualquer coisa que os outros. Não há boas histórias sem o drama do sonho desfeito, sem a tragédia de 1948 em Turim, palco da final.

Quanto à maldição, cada um acredite no que quiser, desconfio que os Sevilhanos levaram o anão para o campo e este “broqueou” aquele tímido apito do  alemão, que invocou com subtileza, a azeda austeridade da troika aplicada no ataque do  Benfica.

Imagem retirada do Humoral da História. Daqui.