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Hoje celebra-se o patético Dia de Reflexão. Esse monumento ao paternalismo que instituímos na nossa democracia como dia em que se tomam as decisões importantes, como se isto fosse como escolher a cor para o carro.

O que não é uma imbecilidade, é um caso grave e passa pelos pingos da chuva pois as partes interessadas não se manifestam, deixando a nu a orfandade política de que padeço, foi a decisão do CNE em impedir os debates.  Aliás, as regras definidas pelo CNE que, a pretexto de uma pretensa igualdade, impediu que houvesse uma confrontação séria entre as diversas candidaturas.

Como é que se espera que haja um debate construtivo juntando à mesma mesa, todos os partidos, as franjas e o Marinho Pinto? Não era possível organizar debates, dois a dois, ou coiso que os valha? Não é possível haver sensatez?

O diabo está nos detalhes, e o maior deles todos foi o PS e o PSD passarem ao lado do assunto troika, e o José Sócrates aparece como aquele ruído ensurdecedor que tudo abafou, e tanto jeito deu para escapar ao escrutínio ideológico que os deixava de calças na mão.

Garantido é, que nunca o meu voto irá para às mãos daquela malta.