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O adjectivo parece mais pejorativo do que é, e foi utilizado pelo Fernando Rosas num dos múltiplos painéis de comentadores que, nas televisões que transmitem os resultados das eleições europeias, abrem as hostilidades para umas legislativas que se adivinham particularmente caceteiras dado a escassa diferença entre PS e PSD, através de leituras histriónicas que mais não reflectem do que simpatias partidárias.

O adjectivo foi bem aplicado, pois o pirronismo foi uma tradição da corrente filosófica do cepticismo, e caso o PS se imbuísse da inquirição perpétua, atenuava os seus sorrisos e começaria de imediato a polir a devida humildade que um entendimento entre partidos requer.

A coligação é uma oportunidade para demonstrar maturidade democrática, e a melhor forma de democracia pois aglutina uma larga maioria de diferentes sensibilidades. Utopia. Vai ser um saco de gatos.

Portugal continua a vota no bloco central, nos partidos da troika, apesar de todas as calamidades. Porquê? Instinto de sobrevivência, sabem quem manda.

Informação sobre o pirronismo extraída do sítio do costume.