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Quando me deparei com a notícia da garraiada de anões vestidos de estrunfes em Ponte de Lima por altura da Vaca das Cordas, pensava ser uma acção de protesto de cariz anti-tauromáquico. Não, vai ser um espetáculo acrobático de “humor tauromáquico”. Fala-se em desvirtuação da tradição e aproveitamento da condição física dos protagonistas; Pedro Moita,  o organizador, acusa os que o criticam afirmando que “não têm cultura nem consideração”.

Não há melhor tourada, nem mais desvirtuada, do que uma tourada argumentativa.  Voltamos outra vez ao desentendimento eterno relativamente ao conceito de cultura. Sou contra o Index inquisitório onde se regista o que deve ser excluído. Esta polémica não faz sentido.

Ponte de Lima é constantemente assinalada no mapa por acontecimentos sui generis, se não for pelas cheias no inverno ou pelas tardes da TVI, é pelo queijo Limiano e a consequente digressão política de Daniel Campelo, ou pela exibição de filmes pornográficos em painéis onde costumam passar os horários das farmácias. São divertidos abalos na bonomia de uma terra.