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A coutada ibérica não tem lugar para os mansos, para aqueles que se querem impor sem fazer voz grossa. No PS não se disputa apenas o cargo de líder, disputa-se uma forma de liderança. A falta de ideias de Seguro  não se pode circunscrever à sua pessoa, para se ser intelectualmente honesto, tem de se levar em conta a perplexidade geral dos políticos perante os desafios do costamundo, particularmente na Economia.

Seguro enfrentou um período muito difícil, sabendo estar a prazo, é agora vítima do tacticismo dos socratistas que se resguardaram até o pó assentar.  Não acrescentam uma única ideia, apenas fazem mais barulho, fazem pose.

O que traz António Costa de novo? Sou um espectador atento da Quadratura do Círculo onde ele comenta e, sinceramente, apenas se descortinam as grandes parangonas da esquerda moderada  e alguma sobranceria ideológica, embalado que é pela boa imprensa pela qual é abençoado.  Arrasta consigo o Socratismo e a velha guarda do PS.  A forma como João Galamba defendeu Costa na SIC Notícias, futebolizando a discussão, dá uma ideia do que por aí vem em termos de postura.  Seguro parece um homem aberto ao diálogo, rodeado de vespas e por um PSD que nunca mostrou humildade e uma disponibilidade sincera.

António José Seguro defendeu hoje eleições primárias e alterações à lei eleitoral para que os cidadãos possam votar nos deputados a serem eleitos. Vem tarde com essa ideia, não acredito que o aparelho se abra a essas modernices.

Estas são as impressões de um eleitor órfão, que vê tudo mudar, para que tudo fique na mesma.

Imagem daqui.