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Foi um comum cidadão que denunciou o ultraje cometido por um jovem artista, quando se indignou com a bandeira nacional que o jovem pendurou numa forca. Mais ultrajante é a falta de gosto estético na escolha de cores da bandeira, a queda da monarquia dispensava este daltonismo. Parece que há uma lei que proíbe tais desmandos dos nobres patriotas.

Poderá o Varela ser acusado de ultraje, ao cometer a crueldade de adiar o inevitável, inflamando as esperanças  até à desilusão potenciadora de bandeiras queimadas na Quinta-feira? E Scolari? Por causa dele, desde há dez anos que tantas bandeiras saracoteiam-se  esfarrapadas pelos telhados desse Portugal? Tais argumentos deverão fazer sentido a tão sensíveis patriotas.

Há uma semana atrás, Ronaldo afirmou ser este o ano da selecção portuguesa, ontem disse nunca ter acreditado no título. Desde o recreio da escola que não me deparava com tanta maturidade. A humildade é a mãe das virtudes.

Ninguém acreditava, Ronaldo, apenas acreditava que tu acreditasses.

Daqui.