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“Vítor Gaspar entrou na reunião com a Associação Portuguesa de Bancos a pés juntos. “Se eu fizesse declarações sobre a dívida do BES tinha muito a dizer”, avisou, num tom claro, duro e incisivo, perante os 15 responsáveis convocados para o encontro no Ministério das Finanças.

Governo contratou por ajuste directo a Caixa Banco de Investimento e a boutique financeira Perella Weinberg para assessorar as privatizações do sector energético. A escolha indignou o BES Investimento, habituado a partilhar estas operações com o banco do Estado. (…) “Valeu a pena protestar”, criticou Fernando Ulrich ainda nesse Outubro de 2012. “Quem contestou teve logo outro ajuste directo a seguir”, denunciou o líder do BPI, apontando o dedo ao BES sem o nomear.

Há quase 150 anos, como diz Ricardo Salgado, que o BES se relaciona com todos os regimes. Mas com nenhum outro primeiro-ministro teve o presidente do banco uma relação tão próxima como com José Sócrates.

A ficção sucumbe sempre perante a desconcertante sordidez das histórias da vida real. As intrigas entre os sucessivos governos, partidos, regimes e grandes grupos económicos portugueses, superam a mais diabólica imaginação dos grandes ficcionistas. No livro “O Último Banqueiro – Ascensão e Queda de Ricardo Salgado”, é relatada esta  promiscuidade entre BES e os sucessivos regimes que sucumbiram às Revoluções do século passado. Apenas se trocaram as marionetas.

Vale a pena consultar este artigo publicado no Observador, onde é revelado um dos capítulos do livro, e donde são extraídas as citações iniciais.