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No blog de Filipe Guerra, diasdoleitor, foi publicado o prefácio da sua tradução de Anna Karénina onde consta a opinião de Fiódor Dostoiévski sobre a imortal obra de Tolsói.  Filipe Guerra  é um dos melhores tradutores de russo para português e contribuiu para que as obras magnas da literatura brilhassem na língua lusitana com o mesmo esplendor que na Russa, e levou mais de 100 anos para que aparecessem traduções em que Tolstói deixasse de ser o rei da selva, e que os acentos tomassem os eu lugar nos e’s e nos o’s, tal como a correcta pronunciação assim o reclama.

Pode ser consultado aqui.

Dostoiévski afirmou que: «(…) Anna Karénina é, como obra de arte, uma perfeição surgida muito oportunamente, e de tal forma o é que nada tem de comparável nas literaturas europeias da nossa época;(…)». É de acrescentar que a premissa se mantém verdadeira.

Não o afirmo devido a  idolatria idiota, ou pretensão a pertencer a um culto de seguidores,  é que ainda não foi escrito nada de melhor, e é uma vergonha que apenas agora haja uma boa tradução para português. Fomos invadidos pela literatura francesa e até daí surgiram as traduções dos clássicos russos. Felizmente, devido à Relógio d’Água, à Presença, aos Guerra e a António Pescada,  podemos ler os russos sem remorsos.