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Que a questão da poluição nos grandes centros urbanos, originada pela circulação automóvel, é um problema de grande relevância, não ponho em causa. Agora, impedir a circulação de automóveis anteriores a 2000 no centro de Lisboa é demagogia, tal como afirma o ACP.

Passará pelo fértil imaginário da autarquia de Lisboa, que ter um carro novo é apenas uma opção subordinada ao capricho momentâneo? Que a escolha entre um BMW novo e um Renault 19 com 20 anos, pendendo para o último, é nostalgia?

António José Seguro tem razão numa coisa: António Costa é um elitista que desconhece o país em que vive. O tipo de políticas que defende são consequência de pressupostos teóricos cuja elegância formal não ponho em causa, mas a sua inadequação à realidade – aliás, o erro clássico da sua tribo ideológica – provoca mais perturbações do aquelas que resolve.

Lisboa é uma cidade caótica no que a trânsito diz respeito. Tive a oportunidade de o verificar in loco, nos poucos meses que lá estive, felizmente circulava no sentido contrário do trânsito, a atesto que é infernal. Mas também é verdade, que os transportes públicos para fora de Lisboa deixam um pouco a desejar. Talvez pudessem começar por aí.