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Não sei o que me envergonha mais: se é, afectivamente, fazer parte da tribo benfiquista, a mesma que assaltou e destruiu o bar do estádio do Vitória, que apedreja os próprios adeptos durante uma festa inédita, com um dúbio apoio da Câmara Municipal e caríssima organização; ou se fazer parte de uma sociedade que se foca no acto abusivo e desproporcionado de um polícia que vai sofrer o castigo pelas vias normais da Lei – porque, pelas vias travessas da tal praça pública tão condenável, é o braço armada do regime salazarento, a expressão musculada do taxista da velha-escola-, e desculpa com paternalismo os bullyes em idade adulta que prosseguem na arruaça.

Não tomo partidos, acho de uma falta de honestidade intelectual verdadeiramente infantil e acrítica, assumir que o que se passou ontem é resultado de haver uma força que nos pisa ou que a juventude já não tem valores e outras sentenças que tais. Não rejeito as explicações e a pedagogia em detrimento da severidade, mas temos muito que evoluir e ser capazes de resistir ao impulso reptiliano, quer na acção, que no julgamento.