Tags

, , , ,


O Reino Unido fazia parte da UE? A julgar pela discrepância de 2 milímetros no perímetro das maçãs inglesas em relação à média, numa clara violação ao decreto da UE que normaliza o tamanho das leguminosas e demais hortícolas, pensava que a presença inglesa na UE equivalia à aparição daquele tio que apenas se via em casamentos.

Não simpatizo com os argumentos do Leave, o um movimento conta com apoiantes pouco recomendáveis,  mas a liberdade de quase 72% de eleitores em afrontar uma opinião externa desfavorável,  reforçada pela histeria do “ou nós ou o terror”, é admirável e reforça a esperança na liberdade de escolha. As pessoas são maiores do que as instituições.

O que vai acontecer agora? Oitavos de final do Europeu. Mais uma semana e o tema é engolido por um qualquer mergulho de microfone. Se o tema dos refugiados saiu do radar em tão pouco tempo, e nem sequer tem comparação na gravidade, este não durará muito até porque nada acontecerá enquanto o divórcio não formaliza – dois anos é uma eternidade na escala contemporânea-, e quando isso acontecer, já o mundo se habituou à ideia. Uma coisa a internet nos tem ensinado, é que não há nada tão grave que não se torne rapidamente irrelevante.