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Do que se perdeu, transformado em cinza, se fará fertilizante para uma modesta reflorestação num bocado de terra que se inscreveu na lista de vítimas desse espectáculo pirotécnico de labaredas a trepar pinheiros e do planar de faúlhas incandescentes na atmosfera cálida de Agosto.

Com privilégio para as espécies autóctones (há muita informação disponível sobre as árvores que compõe este grupo, por exemplo, aqui; ainda assim, destaco estes slides do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas), plantei algumas árvores que espero não sucumbirem ao inevitável fogo. Um singelo contributo que tem apenas impacto na minha satisfação pessoal por ver árvores a crescer, uma gota num oceano de eucaliptos. E não vou entrar na discussão eucaliptos vs autóctones, plena de sofismas e falta de rigor, porque não tenho conhecimento técnico (embora mande bitaites com despudor)  para tal; a minha preferência assenta em critérios estéticos.

Ácer

acer-pseudoplatanus

Bétula (também conhecida por vidoeiro), vai ter um caula branco; veem-se bastante no Gerês.

betula

Carvalho, julgo ser este espécime em particular, um carvalho-negral, típico do norte do país.carvalho

Faia, espécie lindíssima e também povoa o Gerês.

faia

Freixo

freixo

Ginkgo Biloba, árvore asiática (um fóssil vivo que remonta ao tempo dos dinossauros) que vai acabar no jardim. Simbolizava a longevidade pois sobreviveu à bomba atómica no Japão, a ver se esse precedente de resistência é suficiente para sobreviver a um incêndio.

ginkgo-biloba

Liquidâmbar, uma espécie nativa da América, que no Outono exibe um ruivo luxuriante nas folhas.

liquidambar

Sobreiro, um, decano da floresta portuguesa.

sobreiro