Tags

,

coelho

José Manuel Coelho, refugiado político que deu à costa do Principado da Pontinha  foi acolhido por Renato I, o benemérito monarca desse ilhéu situado a escassos setenta metros da cidade do Funchal, que anuiu ao pedido de asilo do deputado madeirense perseguido pela República Portuguesa, e condenado a uma pena de prisão efectiva num processo interposto pelo advogado António Garcia Pereira, também ele vergado pela humilhação da expulsão do PCTP/MRPP acusado de “mancomuno com a direita neonazi e as novas polícias secretas fascistas” por Arnaldo Matos. Um bizarro cruzar de destinos de personalidades que não se conformam com a Lei dos homens comuns.

O toque da corneta assinalou a solenidade do evento; o ofendido foi conduzido às instalações reais por sua Alteza, onde poderá refugiar-se aos fins-de-semana, período de encarceramento – até na periodicidade de pena se manifesta a crueldade dos seus carrascos do continente. Mas não temam, em boa hora este injusto acossado procedeu à burocracia necessária para atrapalhar a sanha persecutória: adquiriu o bilhete de identidade deste principado do Atlântico.

Infelizmente, preocupados com os reclames espalhafatosos em intervalos de eventos desportivos com menos acolhimento no velho continente do que a maratona de triciclos, os media não dão cobertura ao drama pessoal deste asilado; certamente que esta negligência não passará despercebida aos radares competentes.

Libertem o Coelho!

Advertisements